Vitanima


Festival de filmes de animação com objetivo de exibir produções nacionais e internacionais, de artistas que se utilizam das inúmeras técnicas e linguagens da animação.

Em 2011 o Vitanima fará sua 3ª edição, desta vez na cidade de Recife, no Centro Cultural Correios Recife.

Além de informações sobre o festival em Recife, o Blog mostrará curiosidades dos filmes que integram a programação. Participe do Vitanima inscrevendo seu filme, sua presença ajudará a mapearmos o cenário da produção de animação nacional.

domingo, 13 de março de 2011

Programação de 20/03 - 19 horas

Melhores animações da Universidade HFF KONRAD WOLF – faixa etária 16 anos
Gack Gack - Olaf Encke                                   
Lazy Sunday Afternoon - Bert Gottschalk     
Bsss- Felix Gönnert                                          
Cherchez Le femme - Daniel Höpfner          
Tauro - Matthias Daenschel                            
Jam Session - Izabela Plucinska                       
Berggeheimnis - Jana Müller                          
Liebelei - Theresa Strozyk                               
Smoke - Claudia Romero Caorsi                     

Programação dia 20/03 - 20 horas

LONGA-METRAGEM ADULTO – faixa etária 16 anos
WOOD & STOCK, Sexo, Orégano e Rock’n'roll 81 minutos
de Otto Guerra Neto - Brasil

quinta-feira, 10 de março de 2011

Birdo Studio presente no VITANIMA

Clipe Bonequinha do Papai para banda ‘Pequeno Cidadão’


“Toda cura para todo mal/ está no hipoglós, mertiolate, sonrisal...” ironiza a banda Pato Fu em sua música Uh Uh Uh La La La Iê Iê Iê cujo clipe (que assistiremos) foi realizado com desenho do cartunista Laerte. Esta e outras produções do Birdo Studio vão estar fazendo rir e refletir na nossa 3ª Mostra.
Paulo Muppet, Pedro Eboli, Luciana Eguti e Fábio Mendonça, pelo Birdo Studio foram buscar inspiração nas animações em preto e branco dos anos 30, desenhos japoneses, na tecnologia que - ainda que recente - já faz parte do passado, para fazer o clipe Bonequinha do Papai (Grande Prêmio do Cinema Brasileiro – 2011, categoria animação), que também vamos ter a satisfação de ver.
Bonequinha do Papai é um dos 14 clipes para cuja realização a banda ‘Pequeno Cidadão’ formada por Arnaldo Antunes, Edgard Scandurra, Taciana Barros, Antonio Pinto e seus respectivos filhos convidou 14 studios e diretores brasileiros.
Da Birdo também teremos Black Thin King realizado em colaboração com o diretor Denis Kamioka e inspirado nos pioneiros da animação, Max e Dave Fleischer e Caixa – realizado a partir de edital dos Ministérios da Cultura e do Meio Ambiente – que mostra em linguagem simples e eficaz que o mundo é um só e ninguém está isolado e livre das consequências da ação dos demais.

O Vitanima nos brinda com filmes de Konstantin Bronzit

O Vitanima nos brinda com filmes de Konstantin Bronzit. Um deles é o sutil GOD (Deus), em que uma força superior, aparentemente inatingível, se vê – de repente - obrigada a lidar com um pequeno, mas terrível incômodo.

Bronzit teve uma de suas produções – Lavatory Love Story – que ganhou o prêmio de Melhor roteiro no 12o Festival Russo de Desenho Animado incluída entre as cinco indicações ao Oscar de curta de animação no ano de 2009 (a estatueta acabou ficando com Kunio Kato por seu Le Maison em Petit Cubes).
Um buquê de flores, ao pegar de surpresa uma mulher solitária que trabalha em um banheiro de uma estação de trem, dá o toque de lirismo chapliniano ao filme de Bronzit em que uma situação dramática é entrecortada por momentos de intensa hilaridade.
Mas, quando as flores e o mistério de quem as coloca fazem desabar defesas constituídas por anos de uma infindável rotina, o filme nos remete à poética surrealista de Jacques Prevert.
Além disso, o mistério de quem a terá colocado prende a atenção sem abrir mão da ironia: qual dos que têm as calças abaixadas em um dos cubículos do toalete público será o seu pretendente? Para descobrir, venha assistir ao filme na sessão Panorama 3, sábado, 19/03 as 19hs.
Texto completo no link :
https://docs.google.com/document/d/1CrnJNTlpb1FWmm812hS31GZVlg_X-GIfxuRaA2wp8XQ/edit?hl=en&authkey=CPP0grgB

quarta-feira, 2 de março de 2011

Retrospectiva de curtas de Igor Kovalyov

Entre os internacionais, o russo Igor Kovalyov também se fará presente com uma sessão totalmente dedicada a sua obra. Com seu desenho denso, no melhor do legado expressionista, com predomínio de tons escuros e de contraste de luz e sombra, Kovalyov atinge linguagem própria forte e extremamente original. Em Milch, uma crônica questionadora e quase surreal de uma família, onde uma criança se depara com a mortalidade de seus pais, o autor tenta capturar os relacionamentos e a tensão existencial humana. Em outro desenho premiado – Hen, his wife- Igor conta a história de um lar aparentemente normal, que é abalado pela visita de um vendedor. Mesmo quando seus filmes falam de situações cotidianas, nada é simplesmente normal, porque através de sua pena, ele questiona o comum e o usual.
Tanto na forma e no traço de seus desenhos como no desenvolvimento dos personagens e da história, o que vemos é um universo de estranhamento encantador, repleto de simbolismos. Vale a pena conferir.

Hen, his wife

Still de Flying Nansen. O explorados Nansen viaja ao polo Norte...

Bird in the window, produzido nos EUA, em 1996.

Gil Alkabetz

A realidade atual em preto e branco do presente contrasta com o colorido das reminiscências do passado no premiado filme de Gil Alkabetz que assistiremos no Vitanima.

Aliás, os prêmios (Cannes, Leipzig, Dresden, Ottawa e muitos outros), Alkabetz (nascido em um Kibutz e hoje trabalhando na Alemanha) os merece de sobra. A sua sensibilidade, fica demonstrada na estupenda escolha da peça cantada por Azhnavour e Compay Segundo, autoria do segundo; canção que dá título ao filme: Morir de Amor.


 
Mas, há mais do que isso, no filme, a belíssima música escolhida por Alkabetz está longe de ser um adereço auditivo. Atua como fio condutor da trama com final surpreendente e lhe dá um suave tom de humor irônico.
De fato, quando foi questionado sobre como chegou às idéias para produzir seu filme, Alkabetz respondeu: “eu tinha uma idéia abstrata porque sabia que memórias podem às vezes ser evocadas pela música”.
“Você às vezes escuta uma música e de repente está lá – 20 anos atrás no quarto em que a escutou. Este foi o ponto de partida”, conclui.

Marcelo Marão anima a conversa

Debate com o diretor, sexta-feira, no dia 18 de março às 20hs
Debatedor da 3ª Mostra Livre de Animação – Vitanima, Marcelo Marão foi um dos fundadores da ABCA (Associação Brasileira de Cinema de Animação), do qual foi presidente e atualmente integra sua diretoria. É professor da Pós-Graduação em Animação da PUC-Rio.

Marão faz em seus filmes crônicas ao mesmo tempo questionadoras e bem humoradas.
“O anão que virou gigante”, é um de seus desenhos mais inovadores. Uma narrativa inspirada na “improvável - todavia autêntica - história de um rapaz conhecido por apresentar a estatura mais oscilante já registrada”. Ao completar 21 anos de idade, ele media 1,18 m. A partir de então, começou a crescer rapidamente...o único ser humano na história da medicina a ter sido anão e gigante. “Mas”, diz Marão, “o foco da história não está nas proezas anatômicas, e sim no desenvolvimento psicológico do personagem”.
O diretor é também um exímio contador de casos – sempre com a pitada do inverossímil como acontece com todo desenho animado...

Basta ver as peripécias para realizar um dos seus mais bem sucedidos filmes, “Eu queria ser um monstro”, onde ele usa a técnica denominada “stop motion”. Cenários com bonecos de massa de modelar, em posições sucessivas, fotografados quadro a quadro, para finalmente se obter a sensação de movimento.

“Pedro Iuá, responsável pela construção dos bonecos, disse para eu passar em uma farmácia bem longe da minha casa e comprar uma pinça e vaselina sólida para colar as boquinhas e esmalte transparente para pincelar nos olhos dos bonecos” – conta o diretor.
“Trabalhamos durante doze horas seguidas para marcar a luz, montar as câmeras e o cenário”, relata Marão, “só paramos quando começou a pegar fogo no bambuzal da chácara ao lado. A nuvem negra subia até o céu. Por sorte não ventava”.
Marão recebeu prêmios nos festivais de animação de Gramado, no XIII Cine-PE, no Anima Mundi.

Essas e outras experiências vão estar presentes na conversa com ele. Agora é só chegar mais, colher informações, e aproveitar o debate.